Museu da Língua Portuguesa recebe forte investimento da EDP

 

O investimento, que será feito pelos próximos três anos, passa a ser o maior projeto cultural em termos de valor investido que a EDP faz no Brasil.
"Na nossa história de 20 anos no Brasil este é um dos marcos mais importantes pelo montante colocado pela empresa em um único projeto cultural. Nunca tínhamos feito um investimento concentrado desse porte", disse o diretor-presidente da EDP no Brasil, Miguel Setas.

O executivo lembrou a importância do Museu não apenas para a cidade de São Paulo, como um dos locais turísticos mais visitados, mas pela importância que tem na divulgação da língua portuguesa. "Não tenho dúvidas de que este momento é carregado de um simbolismo do ponto de vista cultural na medida em que a língua portuguesa é, hoje, a mais falada no hemisfério sul e a quinta mais falada no mundo e por isso é nossa obrigação trabalhar para que seja não apenas preservada, mas especialmente difundida", disse Setas.

Sob a gestão da Secretaria de Estado da Cultura, a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa tem um custo estimado em R$ 65 milhões. E a maior parte dos recursos deverá vir mesmo da iniciativa privada. Além dos R$ 20 milhões da EDP, que passa a ser o investidor master do projeto, a Fundação Roberto Marinho, parceira na concepção e execução do museu, dez anos atrás, quando foi criado, investirá agora R$ 10 milhões em sua recuperação. Outros R$ 6 milhões virão do grupo financeiro Itaú, por meio do Instituto Cultural Itaú.

Tanto a Fundação Roberto Marinho quanto o Itaú participam da recuperação como patrocinadores. Do seguro de R$ 40 milhões que cobria o Museu o governo do estado recebeu R$ 35 milhões. No último ano, foram gastos R$ 3 milhões em ações emergenciais para minimizar os estragos deixados pelo fogo.

As obras, segundo o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, começarão ainda neste mês, pela fachada do prédio. "Vamos ter um museu mais moderno, com mais tecnologia, reconstruído com base no projeto original, e agora com maior segurança contra incêndios", disse.

Até dezembro de 2018 as obras deverão estar concluídas. Entre dezembro de 2018 e março de 2019 está prevista a implantação da museografia, que inclui a colocação dos totens e seus conteúdos. A princípio, a reinauguração do museu deverá acontecer no primeiro semestre de 2019.

Vale ressaltar que a EDP Energias do Brasil é controlada pelo grupo português EDP, tendo atividades tanto na geração de eletricidade como na distribuição de energia no mercado brasileiro.

Fonte: Portugal Digital


 
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