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Homenagem Eterna
 

“Vamos sempre render nossa homenagem a este empreendedor que presidiu por 11 anos o nosso Conselho e que dignificou a postura luso-brasileira com a bandeira do trabalho e do amor incondicional”, disse o presidente do CCLB, Antonio de Almeida e Silva. E continuou: “nossos descendentes precisam saber e preservar esses grandes homens, que só nos dignificaram”.

Sua vida
Valentim dos Santos Diniz nasceu no interior de Portugal, em Pomares do Jarmelo, subdistrito da Guarda, em 18 de agosto de 1913. No ano de 1929 chegou ao Brasil, desembarcando no porto de Santos. E este futuro empresário português, 19 anos mais tarde, foi proprietário de uma doçaria a que daria o nome de Pão de Açúcar. Isto porque, durante a viagem, ficou impressionado com a beleza do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Com muita garra e dedicação, seu negócio foi se expandindo como um grande grupo varejista do Brasil, a Companhia Brasileira de Distribuição.

Sua história nos relata que em 1937, tornou-se sócio do Real Barateiro, que logo passou a ser a Padaria Nice, uma das maiores da cidade. A partir de 1941, foi seu único proprietário. Em 7 de setembro de 1948, inaugurou a Doçaria Pão de Açúcar. Logo na primeira quinzena de existência, foi responsável pela organização de um banquete para 350 pessoas, sob encomenda do então governador de São Paulo, Adhemar de Barros. Em 14 de abril de 1959, inaugurou o primeiro supermercado Pão de Açúcar, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na capital paulista, ao lado da sede da doçaria, dando origem ao grupo Pão de Açúcar.

Por intermédio da aquisição de outros supermercados e da introdução de novidades no Brasil, como hipermercados e lojas de conveniência, o grupo cresceu muito. Sob a direção do comendador Valentim, tornou-se o maior grupo supermercadista brasileiro de capital nacional. Após resolver conflitos sucessórios, afastou-se do dia-a-dia do grupo em 1995, tornando-se presidente do Conselho de Administração, e passando o controle da empresa para o filho mais velho, Abílio. Casado com Floripes Pires, em 1936, o casal Diniz teve seis filhos: três homens, Abílio, Alcides e Arnaldo, e três filhas: Vera Lúcia, Sônia Maria e Lucília.

 
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