Opinião  
 

ISou jornalista e hoje me dedico ao doutoramento em Ciência da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo pesquisando a influência do trabalho de grupos religiosos na recuperação de dependentes químicos na cracolândia de São Paulo.

Minha relação com Portugal é de corpo, alma e sangue. Sou filha de portugueses: meu pai José é de Linhares, Carrazeda de Ansiães, Trás-os-montes, e minha mãe Cecília é da Ribeira Brava, Funchal, Ilha da Madeira.

Sou torcedora-sofredora da Lusa, amante da música, do folclore, da comida, dos vinhos, da literatura, da poesia dolorosa de Florbela Espanca e de tudo que me remeta a essa pátria que também ouso dizer ser minha. Ter aqui em São Paulo um órgão como o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira é sentir-se um pouco mais próximo de Portugal. O trabalho da entidade demonstra a importância das relações históricas e culturais entre Brasil e Portugal. Mas também é um celeiro de troca informações, saberes e conhecimentos tão úteis para todos, mesmo aqueles que não são de origem portuguesa como eu.

 
Ana Luisa Trigo, jornalista
 
PERFIL
 

Sou paulistana, tenho 46 anos e fui criada entre o bairro do Tucuruvi (Zona Norte), onde meu pai tinha um bar chamado Benfica, e a Vila Galvão, bairro de Guarulhos onde morávamos. Foi em Guarulhos que comecei minha carreira no jornalismo trabalhando na Folha  Metropolitana. Tive passagens também no Diário do Grande ABC e no Diário Popular.

Depois direcionei minha carreira para a comunicação corporativa, fazendo assessoria de imprensa para grandes marcas até chegar ao Governo do Estado trabalhando como coordenadora de comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado. Foi nessa época que conheci de perto o drama do crack na cidade. Até que em 2013, decidi tirar um período sabático e me dedicar à formação acadêmica.
Em junho de 2016 defendi minha dissertação de mestrado na PUC-SP: "Quando Deus entra, a droga sai" - ação da Missão Belém e Cristolândia na recuperação da dependência química na cracolândia de São Paulo. Em fevereiro deste ano, iniciei o meu doutoramento pesquisando a mesma linha, mas agora dando ênfase ao drama das mulheres dependentes químicas de crack.

É isso. Obrigada pela oportunidade!

 
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