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Mais de 2 milhões de atos dos consulados portugueses em 2017. São Paulo lidera.
 

No total, em 2017 foram realizados 2.107.392 atos consulares, um acréscimo de 7,5% face ao ano anterior (1.960.472), segundo dados apresentados dia 26 pelo diretor-geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, Júlio Vilela, na sede do ministério, em Lisboa. A emissão do cartão de cidadão é o pedido mais frequente dos portugueses residentes no estrangeiro (257 mil, 12% do total de atos), imediatamente seguido pelos vistos de curta e longa duração (251 mil) e, em terceiro lugar, pelo reconhecimento de assinaturas (179 mil).

“É natural que, em função das mudanças em curso no âmbito da modernização administrativa – desmaterialização de procedimentos -, este número venha a decair nos próximos anos”, comentou, na apresentação, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro. Os 10 postos mais importantes foram responsáveis pela realização de metade do total de atos, com o de São Paulo (Brasil) que lidera a lista. Este posto foi o que fez mais atos de registro civil e notariado (120 mil) e de pedidos de nacionalidade (mais de 12 mil), realizando 208 mil atos, quase 10% do total.

Com mais de 203 mil atos, Luanda (Angola) é o segundo posto com mais atividade e destacou-se na atribuição de vistos (92 mil). O consulado-geral de Paris (França) realizou mais de 187 mil atos e foi o que mais respondeu a pedidos de identificação civil (75 mil). Seguem, nesta lista, os postos de Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro (Brasil), Londres (Reino Unido), Toronto (Canadá), Genebra (Suíça), Macau (China) e Praia (Cabo Verde).

A rede consular portuguesa é composta por 342 serviços — 116 postos e 226 consulados honorários -, instalados em 148 países e servindo as comunidades residentes em 178 países. Dos postos, 42 localizam-se na Europa, 31 na América, 22 em África, 19 na Ásia e dois na Oceania.

O responsável pela Direção Geral de Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas advertiu que o “novo cliente” dos postos consulares tem um perfil diferente: “é jovem, letrado, profissional, não tem data de regresso e arrisca”, defendendo que o serviço consular tem de se adaptar, recorrendo mais aos meios tecnológicos e com novas formas de atendimento.

O objetivo é ter “um portal desmaterializado dos serviços consulares, a que o cliente possa recorrer sem necessidade de se deslocar a um posto de cada vez que pretende um documento ou um ato consular que não tem necessariamente de implicar a sua presença, nomeadamente a inscrição consular”, comentou.

Fonte: Mundo Lusíada

 
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