Opinião  
 

“PORTUGAL tem um lugar reservado em meu coração. Por ter sido criado em um bairro de portugueses, Vila Mariana, desde cedo me dediquei a reproduzir o que, impropriamente, chamamos de "sotaque".

Na verdade, quem tem sotaque somos nós. Gosto muito de brincar logo cedo com meus ouvintes "de padaria", que são multiplicadores de audiência.

Admiro o estilo literário do jornalismo português, de linha européia (mais francesa), que contrasta com nosso estilo direto, de influência norte-americana, por isso, destaco sempre as manchetes do "Correio da Manhã", de Lisboa, e, às vezes, de "A Bola". É uma delícia!

Sinto que tem sido do agrado de meus ouvintes, embora uns poucos não gostem de minha reprodução do modo de falar (não imitação...).

Estive algumas vezes em Portugal, e na última visita, além de Lisboa, fui a Óbidos e conheci, na Semana Santa, uma cidade-presépio, chamada Arruda dos Vinhos (a 100 km da capital), onde experimentei o melhor bacalhau de minha vida.

Quanto a minhas origens, o bigodão retorcido de um bisavô não deixa dúvidas, sou Andrade de Portugal, com muito orgulho.

Importante o papel do Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo, de manter unidos os "da terrinha", hoje poucos, e seus descendentes, muitos.

Vejo com preocupação o futuro de um dos clubes mais queridos de São Paulo e faço um apelo através do Portal da Comunidade, para que "salvem a Lusa", enquanto é tempo."

 
Jornalista José Paulo de Andrade
 
PERFIL
 

Paulistano, nasceu em 18 de maio de 1942 e fez o ensino fundamental e médio no Liceu Pasteur. Bacharel em Direito, ingressou na Faculdade de Direito da USP (São Francisco) e se formou pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).
Profissional de rádio há 53 anos. Iniciou carreira em 1961, na Rádio América, na época do Grupo Bandeirantes, e desde 1963, há 51 anos, (em fev.2015, 52), está na Rádio Bandeirantes;

Apresenta há 41 anos, ininterruptamente, o programa “O Pulo do Gato” das 5h 30 min às 7h, recordista brasileiro de permanência no ar, com o mesmo apresentador; na mesma emissora e horário;

Há 36 anos divide com Salomão Esper , e mais recentemente, com Rafael Colombo, após a morte de Joelmir Beting, em novembro de 2012, os comentários do programa “Gente”, das 8 às 10h, sucessor do famoso “O Trabuco” de Vicente Leporace, que foi um marco no radiojornalismo brasileiro;

Integrou durante 14 anos, entre 1963 e 1977, a equipe esportiva da Bandeirantes, que era chamada de “Scratch do Radio”, comandada por Fiori Gigliotti, como narrador/repórter/apresentador,;
Durante 17 anos, de 1977 a 1994, chefiou o Departamento de Jornalismo da Rádio Bandeirantes, num período rico da história contemporânea, da ditadura à redemocratização;

Na Televisão, apresentou o telejornal local da Rede Bandeirantes, “Band Cidade” e participou como mediador e/ou entrevistador, de vários debates eleitorais, como no último, realizado em 2014, com os candidatos à Presidência.

 
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