“Todo homem tem deveres com a comunidade”

Declaração Universal dos Direitos do Homem

NOTÍCIAS
Brasileiros são maioria entre candidatos estrangeiros a médicos em Portugal

Apesar de maioria, muitos brasileiros não foram aprovados em suas candidaturas. Entre os 74,7% de pedidos apresentados por brasileiros, apenas 42,7% foram aprovados – ainda que estes representem três quartos do total de pedidos aprovados (706) no país.

Quem se candidata a exercer medicina em Portugal tem que cumprir dois requisitos para se inscrever na Ordem dos Médicos: ver reconhecido o curso/grau por qualquer uma das oito escolas médicas portuguesas e demonstrar que sabe se comunicar em português.

Um médico de qualquer país da União Europeia tem reconhecimento automático em Portugal, ao abrigo da legislação comunitária – e, portanto, para se inscrever na Ordem dos Médicos, só terá de realizar uma prova de comunicação médica.

Proporcionalmente, os estrangeiros candidatos a médicos com uma taxa de aprovação mais elevada são os espanhóis (84,4% dos pedidos deferidos), seguidos de ucranianos (78,8%), alemães (70%) e italianos (66,2%). Nos últimos três anos, todos os candidatos a médicos oriundos de três países – Cuba, Guiné-Bissau e Venezuela – foram recusados. E apenas um dos 29 pedidos feitos por cidadãos angolanos foi aprovado.

“Todo o processo de qualificação é feito pelas escolas médicas” e visa assegurar que os candidatos aprovados “tenham conhecimento reconhecido e estabilizado” para exercerem “uma medicina de qualidade” em Portugal (ou, posteriormente, no espaço comunitário), com o mesmo “padrão de exigência” imposto aos estudantes nacionais, disse à Lusa o presidente do Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP), Henrique Cyrne Carvalho.

À exceção dos candidatos oriundos de países onde o português é língua oficial, todos começam por realizar uma prova de comunicação. Aprovados nessa prova – e juntamente com todos os candidatos que não tenham de a fazer –, o passo seguinte é a avaliação curricular, com um “teste escrito nas grandes áreas de conhecimento médico”, da responsabilidade das várias Escolas Médicas (em rotação e por área).

Os candidatos que prosseguem fazem depois uma “prova prática, com o doente, chamada ‘prova de caras’”, em cada uma das faculdades onde apresentaram candidatura. Nesta, a percentagem de chumbos “é flagrantemente menor”, destaca o também diretor do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Finalmente, os candidatos têm que apresentar uma dissertação de mestrado, exigida também aos estudantes portugueses, que saem dos cursos de Medicina com grau de mestre.

O número de pedidos de reconhecimento por parte de estrangeiros para o exercício da medicina em Portugal diminuiu com a pandemia de covid-19, segundo dados do Ministério. Esta tendência – que foi acompanhada por um aumento das aprovações de equivalência – é confirmada por dados da Ordem dos Médicos, segundo os quais se inscreveram 132 médicos estrangeiros no ano passado, um número inferior ao registrado nos três anos anteriores: 175 em 2020, 172 em 2019 e 148 em 2018.

Até meados de dezembro passado, Portugal contava com 16.967 clínicos de nacionalidade estrangeira entre os 59.697 médicos inscritos, representando 28,4% do universo total.

Fontes: Mundo Lusíada/Lusa

'São Pedro, o guarda do céu / Ao ver Sacadura e o Gago / Gritou-lhes, correndo o véu / - Aqui não há lugar vago // Os heróis agradeceram / Num gesto meigo e gentil / E satisfeitos tocaram / O avião rumo ao Brasil!' - *Tópico final do poema em homenagem aos lusitanos Gago Coutinho e Sacadura Cabral recitado em uma reunião cultural promovida em Porto Seguro, Bahia.
O Projeto Reviver é uma importante iniciativa do Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo – CCLB, que envolve uma exposição fotográfica dos idosos do Lar da Provedoria, com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros. A inauguração, na Casa de Portugal SP, está marcada para o dia 13 de maio, sexta-feira, às 18 horas até às 22 horas. Permanecerá aberta também no sábado, 14 de maio, das 10 às 17 horas.
De acordo com a Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas (DGLAB), a participação portuguesa nesta bienal contará com uma comitiva de cerca de duas dezenas de autores portugueses e do universo da lusofonia, e ainda dos ‘chefs’ Vítor Sobral e André Magalhães. Na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que decorrerá de dois a 10 de julho, a presença de Portugal vai acontecer sob o mote “É urgente viver encantado”, uma frase do escritor Valter Hugo Mãe.
Patrocinadores:
Premium
São Critóvão
Silver
BBR
Apoio:
Apoio
Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo
Edifício "Casa de Portugal" Av. Liberdade, 602 - São Paulo/SP - Cep 01502-001 - Celular/WhatsApp +55 (11) 94513-0350 - Telefones +55 (11) 3342-2241 e (11) 3209-5270
www.cclb.org.br - cclb@cclb.org.br - Entidade de Utilidade Pública - Lei Estadual 6.624 de 20/12/1989 - Jornalista responsável: Maristela Bignardi - MTb. 10.204

Somos privilegiados pela herança lusitana e também por podermos contar com o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo que é o órgão que congrega nossa cultura viva em solo paulista. Pelo Conselho a história não se perde, porque uma das diretrizes da entidade é preservar e valorizar nossos usos e costumes que mantêm a tradição de nossa gente sempre presente nos festivais, no folclore, na música e na gastronomia. A ação do Conselho é defender um legado histórico e cultural inestimável.

Este site usa cookies. Os cookies neste site são usados ​​para personalizar o conteúdo, fornecer recursos de mídia social e analisar o tráfego. Além disso, compartilhamos informações sobre o uso do site com nossos parceiros de mídia social, publicidade e análise da web, que podem combiná-las com outras informações que você forneceu a eles ou que eles coletaram do uso de seus serviços.
Concordo