“Todo homem tem deveres com a comunidade”

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Opinião
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Paulistano, é advogado no escritório Catalano Advogados Associados desde 1998.

Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo/SP – ano 1997

Mestre pela Washington University in Saint Louis – Missouri – EUA. – ano de 2015

Antonio Roberto Catalano Jr.
Advogado e Mestre

PASSADO, PRESENTE E FUTURO

Recebi com grande satisfação o convite que me foi feito pelo Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo (CCLB-SP) para compartilhar entre os amigos desta ínclita comunidade alguns sentimentos sobre a relação Portugal/Brasil e sobre o papel representativo desta binacional união que é desempenhado pelo nosso valoroso CCLB-SP.

Passado

Abaixo de Deus, fui abençoado pela presença de dois Pais, o que me permitiu a vida e o que me acolheu em seu Lar, quando, pelo sacramento do matrimônio, concedeu-me a mão de sua filha em casamento, minha amada esposa Lisandra Duarte Ferreira Catalano.

Talvez meu querido sogro, Antonio Rodrigues Ferreira, nem saiba o quão importante foi a sua contribuição na minha vida ainda em formação desde quando comecei a frequentar o seu lar aos 13 anos de idade. Foi através da sua valiosa exemplificação de amor por uma pátria distante que se fez despertar em mim a curiosidade sobre este quase inexplicável carinho por uma saudosa terra.

Durante o processo da minha nacionalização Portuguesa pelo casamento, a quase inexplicável paixão sobre uma pátria além mar começou a ganhar contornos de lucidez. Como não amar a terra onde foram construídas as primeiras amizades, declamadas as primeiras promessas de amor, onde os sonhos de uma vida melhor se desenharam, onde toda a esperança foi força motriz de corações impacientes?

Meu bisavô Manoel Alves Ferreira aportou em Santos aos 12 de fevereiro de 1916, pelo navio “Zeelandia” e minha bisavó Cecília Alves da Silva Camboa (em Portugal de Sá Camboa), um ano depois, talvez fevereiro de 1917. Vida dura. Batalharam cada centímetro de cada conquista, que não foram muitas; mas passaram aos filhos os valores de retidão de caráter e de boa conduta. Assim conheci o meu avô, Américo Alves Ferreira, reto, íntegro, trabalhador e com valores da vida não aprendidos em qualquer escola que pudesse ter frequentado.

Me dei conta de como as histórias podem ser iguais entre pessoas que sequer se conhecem. Cresci vendo meu avô e me formei homem admirando meu sogro. Luta e certeza da vitória em ambos. Exemplos que espelham o reflexo de uma comunidade inteira, repleta de desbravadores. A comunidade luso-brasileira é feita por estes homens! Todos são um sem deixar de serem muitos!

Conclusão inevitável: é impossível não amar uma Pátria distante, além mar, que entrega ao ser humano (apenas por amor) o que nenhuma escola pode ensinar, valores morais que dignificam o homem que não foge à luta. Será por aí o “às armas, às armas! Pela Pátria lutar, contra canhões marchar, marchar!”? Eu não tenho certeza, mas faz todo sentido…

Presente.

Ah! E como foi bom poder unir o meu sentimento de gratidão aos incríveis homens que me formaram, com os sentimentos de tenacidade e perseverança que estão presentes na mesa da diretoria do CCLB-SP. O ideal entre os pares é sempre em prol da “nossa comunidade”, ela está em primeiro lugar! Todos são gratos, vejo neles a mesma gratidão que carrego no peito.

Dignificar o passado trabalhando no presente.

Mais do que nunca, identifico no Conselho da Comunidade Luso-Brasileira de São Paulo um papel centralizador de todas as casas e instituições Portuguesas.

Os novos associados demonstram esta solidez e robustez do “nosso” conselho. Nunca houve tantas adesões e fortalecimento dos laços de união entre os dois povos.

E estou certo de que isso só pode significar uma coisa:

O Futuro.

Àqueles que duvidam sobre o futuro de todas as nossas casas regionais, dos nossos clubes, nossas instituições e do nosso órgão representativo CCLB-SP, um alerta: enquanto houver gratidão e esperança, haverá comunhão e busca, e enquanto houver esta comunhão e a procura pelo vindouro, haverá comunidade.

Não são poucos os lusos descendentes que miram a prosperidade de Portugal atualmente.

E não é para menos! Portugal é a estrela expoente da Europa.

Um sistema legal moderno e com imensas facilidades para estruturação de novos negócios, um sistema fiscal vantajoso em razão da convenção entre as duas federações, uma infraestrutura interna invejável até para padrões Europeus, atual polo atrativo de grandes empresas de tecnologia (como Google e Amazon), um país onde a segurança e a educação são levadas a sério (atualmente Portugal ostenta o 3º lugar mundial entre os países mais seguros do mundo pelo “GPI – Global Peace Index”), localização privilegiada entre o velho e o novo mundo, IDH de “muito alto desenvolvimento humano” reconhecido pela ONU, são alguns dentre os muitos motivos que levaram Portugal a ser considerado um dos melhores países do mundo para se morar ou para se investir.

Os caminhos que trouxeram meus bisavôs e meu sogro ao Brasil são os mesmos que levam os lusos descendentes a cada vez mais aportarem em Portugal.

E quão acolhedora é Portugal! Em tudo identificamos os laços que unem as duas nações.

E aqui não me reporto a hospitalidade, os costumes e as comidas; sim eles são traços que nos caracterizam como pátrias irmãs, mas me refiro ao empreendedorismo e a sagacidade dos dois povos. Não nos acovardamos, a cada nova ideia tentamos, erramos, aprendemos e seguimos em frente.

É assim que o futuro entre estas duas nações não poderia estar mais entrelaçado. Há em mim absoluta convicção de que enquanto houver Portugal e Brasil, haverá interação e comunhão entre os povos, nascemos assim, vivemos até aqui assim e seguiremos assim, quase um só povo e uma só nação.

Os certificados de participação das atividades de nossa comunidade que o CCLB-SP tem outorgado aos novos membros associados é a prova notória e insofismável de que há futuro nas interações entre os dois povos e, portanto, nossas casas regionais, dos nossos clubes, nossas instituições e o nosso órgão centralizador CCLB-SP são (e sempre serão) atemporais.

Todos precisam de todos no porvir.

Estaremos vivos para conferir este digno futuro!

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Somos privilegiados pela herança lusitana e também por podermos contar com o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo que é o órgão que congrega nossa cultura viva em solo paulista. Pelo Conselho a história não se perde, porque uma das diretrizes da entidade é preservar e valorizar nossos usos e costumes que mantêm a tradição de nossa gente sempre presente nos festivais, no folclore, na música e na gastronomia. A ação do Conselho é defender um legado histórico e cultural inestimável.

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