“Todo homem tem deveres com a comunidade”

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Opinião
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Nome: Hugo Miguel Andrade Martins Gravanita
Naturalidade: Lagoa, Algarve
Data Nascimento: 31 de maio de 1989
Formação:
– Licenciado em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa
– Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Tese de Mestrado – “O Crescimento Econômico da China: implicações na região da Ásia-Pacífico”.
Carreira Profissional: Ingressou na carreira diplomática em 2013. Trabalhou na Direção Geral de Política Externa e na Direção Geral de Assuntos Europeus. Colocado em São Paulo, como Cônsul Geral Adjunto, em agosto de 2016.

Hugo Miguel Andrade Martins Gravanita
Cônsul Geral Adjunto de Portugal em São Paulo

Brasil, Portugal e São Paulo

As relações entre o Brasil e Portugal terão poucos equivalentes – se algum mesmo – com as demais relações bilaterais entre Estados soberanos no mundo atual. A nossa história e a nossa cultura, sempre unidas pela nossa maior herança que é a língua portuguesa, criaram entre os dois países laços que superam o simples relacionamento entre duas entidades políticas e tornaram os contactos oficiais quase numa mera formalidade. Os portugueses sentem-se em casa no Brasil, e os brasileiros sentem-se em casa em Portugal. Em que outra situação é que um chefe de Estado visita um país e se encontra, literalmente, com a família? Em que outro caso é que um chefe de Estado afirma antecipadamente, sem qualquer receio, – e à revelia de muitos “peritos” e de alguns dos seus homólogos – que a maior competição desportiva do planeta será um sucesso, exatamente por decorrer neste país?

Como é óbvio, os porta-estandartes deste relacionamento nunca foram, nem poderiam ser, os políticos, ou mesmo os diplomatas. Foram e continuam a ser as comunidades, dos dois lados do Atlântico, a definir as relações entre o Brasil e Portugal. E, neste aspeto, é necessário destacar a comunidade portuguesa em São Paulo e, o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo, no seu incansável trabalho de divulgação de Portugal e preservação do patrimônio luso.

A comunidade portuguesa em São Paulo é, em si, um excelente exemplo do relacionamento entre os nossos dois países. Tendo a distinção de estar ligada à fundação desta grande cidade, é hoje a maior comunidade estrangeira aqui presente (mais de 226 mil portugueses, numa estimativa por baixo) e ajuda com o seu trabalho a construir São Paulo cada dia. É uma comunidade ativa, tanto no campo econômico, como cultural, com cada vez mais artistas e empresários a cruzarem o mar comum para ligarem São Paulo a todos os cantos de Portugal, e vice-versa. Mas é também uma comunidade em crescimento: além dos portugueses que emigram para este lado, o Consulado Geral em São Paulo atribui cerca de 800 nacionalidades por mês.

Só estes números já impressionam e são bons indicadores do nível de trabalho realizado por este Consulado Geral. Mas mais que quantidade, é a qualidade dos serviços prestados por esta missão diplomática que a tornaram uma referência. É também graças à excelência do trabalho realizado pela equipe do consulado que hoje me encontro aqui em São Paulo: para ajudar a manter, e se possível reforçar, este trabalho junto da comunidade.

Para lá de colaborar no relacionamento formal e, digamos, mais mediático entre os dois países, sejam visitas ou reuniões oficiais, é com a comunidade portuguesa e luso-brasileira que o Consulado Geral desenvolve as suas atividades. E é esta comunidade que define, e continuará a definir, com as suas congêneres no resto do Brasil e em Portugal os vínculos entre as duas Nações.

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Somos privilegiados pela herança lusitana e também por podermos contar com o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo que é o órgão que congrega nossa cultura viva em solo paulista. Pelo Conselho a história não se perde, porque uma das diretrizes da entidade é preservar e valorizar nossos usos e costumes que mantêm a tradição de nossa gente sempre presente nos festivais, no folclore, na música e na gastronomia. A ação do Conselho é defender um legado histórico e cultural inestimável.

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