“Todo homem tem deveres com a comunidade”

Declaração Universal dos Direitos do Homem

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Isilda nasceu em Antas de Penedono, distrito de Viseu. Chegou ao Brasil por volta de 1952 e já demonstrava um carinho especial por tudo aquilo que havia deixado para trás, amava tudo que estava relacionado às suas origens. Tanto que, passado alguns anos, começou a participar de um grupo folclórico com o apoio de seu irmão caçula, o extinto Grupo Folclórico Lusitano.
Cada vez mais envolvida com o folclore, Isilda voltou à Portugal com o Lusitano depois de 20 anos, guardando consigo um sonho: de um dia ter seu próprio grupo folclórico.
Foi participando do Lusitano que Isilda encontrou seu futuro marido Fernando Rachas, empresário, nascido em São Pedro de Merelim, Braga. Com ele dividiu o sonho de fazer mais pelo folclore português, e em 1977 fundaram o seu próprio grupo, era o Grupo Folclórico Minhoto. Sempre com o propósito de divulgar Portugal sem fins lucrativos, os primeiros ensaios se iniciaram em recinto aberto, e aos poucos iam crescendo e se estruturando Com o passar dos anos adquiriram trajes vindo de Portugal, aparelhagem de som e sede própria.
Fernando Rachas e sua paixão pela música, tocava sua concertina como ninguém e com o apoio do famoso professor Manuel Marques passou a estudar o acordeon e Isilda o canto.
O reconhecimento pelo trabalho ultrapassou as fronteiras paulistas e resolveram partir para a estrada, aceitando convites para apresentação por todo o Brasil. Em 1977, tiveram o privilégio de serem contratados pela maior gravadora do país na época RCA Victor, onde lançaram um LP com músicas inéditas pertencentes ao cancioneiro português.
Em 1994, fizeram a primeira digressão a Portugal com o Minhoto onde conquistaram o público com suas músicas e danças típicas daquela terra.
Infelizmente Fernando Rachas faleceu em 2004, deixando suspensas as atividades do Minhoto, porém a viúva Isilda hoje trabalha para eternizar o legado e história do Minhoto bem como inspirar jovens a continuar divulgando as tradições de Portugal.

Isilda Rachas
Folclorista

A ideia da “fraternidade luso-brasileira” e da existência de “laços históricos e culturais históricos” que unem os dois países tem estado presente de forma recorrente nos discursos de autoridades governamentais e de setores da elite brasileira e portuguesa há mais de cem anos. Mas é em momentos de comemorações que tal ideia extrapola os limites desses pequenos círculos e acaba por atingir o grande público pelos meios de comunicação em massa.

No entanto, apesar disso tudo, um certo desconhecimento mútuo entre os dois países ainda persiste e mesmo segmentos mais esclarecidos das sociedades brasileira e portuguesa, dificilmente conseguem ver além de estereótipos construídos e consolidados ao longo de dezenas de anos. Podemos exemplificar bem esta situação com o fato da História de Portugal, após 1822 praticamente não aparecer nos livros didáticos brasileiros de Educação Básica. É como se Portugal tivesse deixado de ter importância para o Brasil após o rompimento dos vínculos políticos entre a ex-colônia e sua antiga metrópole.

Acredito que é exatamente aí que entra a importância do trabalho do Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo, bem como outros órgãos com a mesma finalidade, preconizar a difusão dos valores históricos e culturais que unem Brasil e Portugal.

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Somos privilegiados pela herança lusitana e também por podermos contar com o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo que é o órgão que congrega nossa cultura viva em solo paulista. Pelo Conselho a história não se perde, porque uma das diretrizes da entidade é preservar e valorizar nossos usos e costumes que mantêm a tradição de nossa gente sempre presente nos festivais, no folclore, na música e na gastronomia. A ação do Conselho é defender um legado histórico e cultural inestimável.

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