“Todo homem tem deveres com a comunidade”

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Opinião
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OPINIÃO

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  • Empresária da área de Eventos no segmento de Turismo, formada em Ciências Contábeis com pós-graduação em Eventos.
  • Diretora executiva na empresa CONTEÚDO BRASIL FEIRAS há 19 anos onde coordena o planejamento de diversos eventos, sendo alguns no segmento de turismo do Estado de São Paulo e outros, em âmbito Nacional.
  • ·Presidente Estadual da ABEOC BRASIL SP- Associação Brasileira de Empresas Organizadoras de Eventos – Para este triênio desenvolveu a proposta da criação dos Diretórios Regionais de Eventos dentro das 51 regiões turísticas do Estado de SP; criação do Observatório de Eventos para a coleta de dados estatísticos e conteúdo real do setor.
  • Conselheira do CONTURESP – Conselho Estadual de Turismo do Estado de São Paulo – Desenvolvimento e acompanhamento do setor de Turismo do Estado através dos grupos de entidades que fazem parte do Conselho.
  • Conselheira na Câmara Temática da Cultura da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo – Desenvolvimento de GT para a coordenação das atividades dentro do Estado;
  • Diretora da AMITUR – Associação dos Municípios Turísticos do Estado de São Paulo – Há mais de 17 anos na diretoria da entidade, atua diretamente com os municípios do Estado de SP com trabalhos de consultoria para as áreas de: criação do Comtur’s (conselhos municipais de Turismo), criação de identidade turística, desenvolvimento de destinos, Plano Diretor, orientação para a cidade receber o título MIT (Município de Interesse Turístico) para a obtenção de verba do Estado de SP através do DADETUR (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos).
Suzi Camargo
Empresária com formação em Ciências Contábeis e bisneta de Anna de Deus.

Ao ser convidada fiquei pensando… hoje já estou tão distante daquela bisa que ao deitarmos ela passava de cama em cama fazendo as suas orações. Lembro-me daquele vulto alto e escuro (ela só usava preto) aos pés da minha cama, eu apertava os olhos e dormia. No dia seguinte quando me dirigia à mesa do café, já ia pelos corredores sentindo aqueles aromas dos doces e das fornadas de pães. Estas recordações foram construídas no interior de São Paulo, quando por lá eu passava as minhas férias escolares.

Sentada à mesa via o seu sorriso ainda em oração, mais agora com a luz que entrava pelas janelas daquelas doces manhãs de dezembro. Lembro-me dos meus pensamentos: Porque ela ora tanto? – Ahh… que doce dos céus! Era quase uma resposta para minha pergunta.

Meus momentos com a bisa portuguesa foram poucos, quando passados muitos anos foi buscar informações e saber mais sobre aquela mulher que me impunha um certo medo mas logo me encantava.

Filha bastarda e com um passado de dor, foi lançada da Ilha da Madeira para um desses navios negreiros, pelo que conta a minha família, não sabia qual seria o seu destino e não trazia nada com ela muito menos um documento e ao chegar ao Brasil onde mais nada lhe restava, adotou um pequeno o nome: Anna de Deus.

Além das poucas informações e das pequenas recordações que trago nada mais souberam me dizer. Todos ainda dizem, era portuguesa e muito devota.

Ninguém se importou com a sua história e nem mesmo ela, em contá-la.
Quero agradecer pela oportunidade de escrever nesta coluna a pequena história da minha bisavó Anna de Deus, portuguesa da Ilha da Madeira, que casou-se no Brasil e teve sete filhos, que fazia doces fantásticos e que sempre orou por todos nós.

Este Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo tem um grande e importante comprometimento com o resgate de várias histórias de lutas, de vida, de desbravadores, de grandes empresários e comerciantes que aqui chegaram. O passado e o presente Luso-Brasileiro são muito bem representados por todos que fazem parte deste importante canal. Isto serve para nos aproximarmos ainda mais das nossas raízes e mostrar que todos podemos viver juntos em harmonia. Que a representação deste Conselho esteja cada vez mais forte em todas as comunidades Luso-Brasileiras. Muita gratidão

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Somos privilegiados pela herança lusitana e também por podermos contar com o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo que é o órgão que congrega nossa cultura viva em solo paulista. Pelo Conselho a história não se perde, porque uma das diretrizes da entidade é preservar e valorizar nossos usos e costumes que mantêm a tradição de nossa gente sempre presente nos festivais, no folclore, na música e na gastronomia. A ação do Conselho é defender um legado histórico e cultural inestimável.

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